Martha San Juan França
A preocupação ambiental fez do Brasil um destaque nas duas conferências mundiais do clima-em Copenhague e Cancún - por ter tomado a dianteira e estabelecido metas de redução das emissões de carbono. O tema foi considerado importante o bastante também para guindar a senadora Marina Silva, defensora da causa verde, a um patamar relevante na disputa eleitoral deste ano.Movimentou o debate sobre a construção de novas hidrelétricas, a aplicação dos ganhos do pré-sal, a reforma do Código Florestal, o agronegócio exportador, o valor das florestas e da biodiversidade e a queda do desmatamento.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Sete aves brasileiras entre as mais ameaçadas
Esforços do governo em áreas devastadas seriam 'inadequados'
O Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA (FWS, na sigla em inglês) incluirá sete pássaros sul-americanos em sua lista de animais em risco de extinção. As espécies são encontradas quase exclusivamente na Mata Atlântica e no Cerrado. Embora o governo brasileiro tenha anunciado medidas de proteção para esses biomas nos últimos anos, o órgão americano considera que os esforços, até agora, são "inadequados".
O Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA (FWS, na sigla em inglês) incluirá sete pássaros sul-americanos em sua lista de animais em risco de extinção. As espécies são encontradas quase exclusivamente na Mata Atlântica e no Cerrado. Embora o governo brasileiro tenha anunciado medidas de proteção para esses biomas nos últimos anos, o órgão americano considera que os esforços, até agora, são "inadequados".
País queixou-se de voos militares perto da fronteira
Segundo WikiLeaks, Brasil manifestou sua preocupação à Colômbia e pediu o cancelamento de manobras com os EUAUm telegrama da Embaixada dos EUA em Bogotá indica que militares americanos realizaram voos na fronteira entre a Colômbia e o Brasil, na Floresta Amazônica. Segundo o documento, vazado pelo site WikiLeaks, o Ministério da Defesa brasileiro sabia dos exercícios e chegou a pedir o cancelamento das manobras.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Políticas verdes e desbotadas
Apesar de esboçar certa preocupação com o meio ambiente, governo Lula deixa legado de muitas intenções no papel e pouca execução
Vinicius Sassine
As ações de governo na área de meio ambiente registradas em cartório pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 15, dão a exata dimensão das contradições do petista ao longo de oito anos de gestão. Por trás de cada um dos programas exaltados no balanço, existem restrições e problemas que ficaram fora do extenso documento registrado em cartório.
Vinicius Sassine
As ações de governo na área de meio ambiente registradas em cartório pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 15, dão a exata dimensão das contradições do petista ao longo de oito anos de gestão. Por trás de cada um dos programas exaltados no balanço, existem restrições e problemas que ficaram fora do extenso documento registrado em cartório.
Legislação florestal:Homero se volta para a aprovação do novo Código
Argumento é de que proposta traz mudanças significativas para regularização ambiental de propriedades rurais
JEAN CAMPOS
Vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), o deputado federal reeleito Homero Pereira (PR) articula junto à bancada da agropecuária a aprovação do novo Código Florestal (PL 1876/99) no início da próxima legislatura, logo que o Congresso Nacional retornar do recesso em fevereiro.
JEAN CAMPOS
Vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), o deputado federal reeleito Homero Pereira (PR) articula junto à bancada da agropecuária a aprovação do novo Código Florestal (PL 1876/99) no início da próxima legislatura, logo que o Congresso Nacional retornar do recesso em fevereiro.
MT tem 5 milhões de hectares protegidos por unidades de conservação
Mato Grosso, com uma extensão territorial de 903.357,908 km2, possui 44 Unidades de Conservação (UC) estaduais que somadas totalizam uma área de 2.869.519,40 hectares. Além das Ucs estaduais, o território mato-grossense abriga ainda 23 Unidades de Conservação federais (totalizando 2.028.557,85 ha) e 37 Unidades de Conservação municipais (694.982,07 ha). Ao todo, são 5.491.949,32 ha de áreas protegidas nos Biomas Amazônico, do Cerrado e Pantanal.
Museu encontra espécies ameaçadas em Reserva no sudeste do Pará
Bem conservada e de alta importância biológica, em sua proximidade à área de exploração mineral, a Reserva do Tapirapé, no sudeste do Pará, ganha plano de manejo
Vanessa Brasil
Um Plano de Manejo para a Reserva Biológica do Tapirapé (Rebiota) traz um pouco mais de informações sobre a biodiversidade da região do sudeste do Pará. Com respeitável diversidade biológica, a área é de alta importância biológica. Realizado pela empresa Ambiental Consulting em colaboração com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), através de contrato com o Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio), no âmbito do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), o Plano revela aspectos da fauna e da flora da microrregião.
Vanessa Brasil
Um Plano de Manejo para a Reserva Biológica do Tapirapé (Rebiota) traz um pouco mais de informações sobre a biodiversidade da região do sudeste do Pará. Com respeitável diversidade biológica, a área é de alta importância biológica. Realizado pela empresa Ambiental Consulting em colaboração com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), através de contrato com o Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio), no âmbito do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), o Plano revela aspectos da fauna e da flora da microrregião.
Lideranças divulgam manifesto por demarcação de terra indígena em MT
Foi realizado entre os dias 11 e 14 de dezembro o encontro "Um grito pelo Xingu", na Terra Indígena Kapot Nhinore, localizada no extremo norte do Estado do Mato Grosso. O encontro reuniu lideranças Yudjá Juruna, Tapayuna e Mebengokre para debaterem a demarcação da Terra Indígena e a preservação do Rio Xingu e seus fluentes.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Lula deixa Brasil com menos desmatamento, mas legislação ambiental corre risco
Luana Lourenço
O grande trunfo da área ambiental nos oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a queda do desmatamento na Amazônia Legal. Em 2010, o bioma perdeu 6.451 quilômetros quadrados (km²) de floresta, chegando à menor taxa em 23 anos de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em 2003, primeiro ano do governo Lula, o desmate atingiu 25,3 mil km².
O grande trunfo da área ambiental nos oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a queda do desmatamento na Amazônia Legal. Em 2010, o bioma perdeu 6.451 quilômetros quadrados (km²) de floresta, chegando à menor taxa em 23 anos de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em 2003, primeiro ano do governo Lula, o desmate atingiu 25,3 mil km².
Na Amazônia, a regeneração de áreas degradadas pela mineração
Diego Santos
Determinar as melhores espécies para recuperar áreas degradadas e promover a criação de um programa de computador para quem, no cotidiano, lida com o assunto são alguns dos resultados mais evidentes de pesquisa desenvolvida no Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), pelo engenheiro florestal Rafael Salomão. Para extrair a bauxita, é necessário retirar toda a cobertura florestal da região que será explorada. Depois, é preciso vencer o solo. Uma camada de 6 a 8 metros de terra é retirada para se chegar, enfim, ao minério. É óbvio, portanto, que a mineração impõe uma degradação muito forte ao ambiente. Por isso, após a extração, a restauração da área é essencial.
Determinar as melhores espécies para recuperar áreas degradadas e promover a criação de um programa de computador para quem, no cotidiano, lida com o assunto são alguns dos resultados mais evidentes de pesquisa desenvolvida no Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), pelo engenheiro florestal Rafael Salomão. Para extrair a bauxita, é necessário retirar toda a cobertura florestal da região que será explorada. Depois, é preciso vencer o solo. Uma camada de 6 a 8 metros de terra é retirada para se chegar, enfim, ao minério. É óbvio, portanto, que a mineração impõe uma degradação muito forte ao ambiente. Por isso, após a extração, a restauração da área é essencial.
Estudo desenvolve anti-inflamatório a partir de árvore amazônica "óleo da copaíba"
A Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, da USP, está desenvolvendo um anti-inflamatório a partir do óleo da copaíba, árvore encontrada em todo o país, principalmente na Amazônia.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Licença ambiental de linhão pode atrasar usinas do Madeira
A demora para conseguir a licença ambiental da linha de transmissão para as usinas hidrelétricas que estão sendo construídas no rio Madeira, em Rondônia, não estava prevista no calendário dos consórcios responsáveis pelas obras. Leiloada em novembro de 2008, a linha só teve a licença ambiental aprovada neste mês pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), quatro meses depois do previsto.
Inpe: Amazônia perde 837 km2 de florestas em setembro e outubro
O Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) divulgou ontem (26) os números do desmatamento da Amazônia registrados nos meses de setembro e outubro de 2010. Segundo o sistema Deter, a Amazônia perdeu 448 km2 de florestas em setembro e 389 km2 em outubro.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Vermelho e verde
Artigo
Por Míriam Leitão
O governo Dilma deve evitar o erro de considerar que a queda do desmatamento nos últimos anos torna o assunto resolvido. Como se sabe, a área ambiental nunca foi o forte da presidente. Mesmo com a queda na taxa anual de perda de florestas, os riscos continuam e ficam cada vez mais complexos. Algumas obras do PAC são indutoras de desmatamento, por isso o problema pode voltar a crescer.
Por Míriam Leitão
O governo Dilma deve evitar o erro de considerar que a queda do desmatamento nos últimos anos torna o assunto resolvido. Como se sabe, a área ambiental nunca foi o forte da presidente. Mesmo com a queda na taxa anual de perda de florestas, os riscos continuam e ficam cada vez mais complexos. Algumas obras do PAC são indutoras de desmatamento, por isso o problema pode voltar a crescer.
Projeto remunera proprietário que preserva floresta e nascente de água
Projeto remunera proprietário que preserva floresta e nascente de água Ambiente. Com início em 2006, programa pioneiro na região metropolitana de São Paulo cadastrou 13 propriedades que estão ajudando a proteger 82 nascentes. Em cinco anos, os proprietários devem receber R$ 790 mil em recursos pela preservação
Andrea Vialli
Há 38 anos o policial militar Antonio Coradello comprou uma área de 16 hectares no meio da Área de Proteção Ambiental (APA) Bororé-Colônia, em Parelheiros, extremo sul da capital paulista. Chegou a plantar "um pouco de eucalipto", mas se arrependeu. "Eucalipto seca as minas d" água e não dá mais lucro nenhum." Mas hoje Coradello, aposentado, recebe em torno de R$ 3,5 mil por ano justamente para preservar as nascentes de sua propriedade: ele já contou três, mas acha que tem outras mais, no meio da Mata Atlântica.
Andrea Vialli
Há 38 anos o policial militar Antonio Coradello comprou uma área de 16 hectares no meio da Área de Proteção Ambiental (APA) Bororé-Colônia, em Parelheiros, extremo sul da capital paulista. Chegou a plantar "um pouco de eucalipto", mas se arrependeu. "Eucalipto seca as minas d" água e não dá mais lucro nenhum." Mas hoje Coradello, aposentado, recebe em torno de R$ 3,5 mil por ano justamente para preservar as nascentes de sua propriedade: ele já contou três, mas acha que tem outras mais, no meio da Mata Atlântica.
Ikpeng, os 'exilados' do parque do Xingu
Etnia contactada pelos irmãos Villas Bôas em 1964 arma retorno à chamada terra originária , a sudoeste da reserva indígena, em MT
Roberto Almeida, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - O cacique Araka não larga o arco e as flechas quando anda pela aldeia Moygu. Para ele, líder espiritual dos Ikpeng, etnia "exilada" na área central do Parque Indígena do Xingu, a guerra em busca do chamado território originário, às margens do rio Jatobá, em Mato Grosso, está apenas começando.
Roberto Almeida, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - O cacique Araka não larga o arco e as flechas quando anda pela aldeia Moygu. Para ele, líder espiritual dos Ikpeng, etnia "exilada" na área central do Parque Indígena do Xingu, a guerra em busca do chamado território originário, às margens do rio Jatobá, em Mato Grosso, está apenas começando.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
MPF questiona BNDES sobre financiamento de Belo Monte
O Ministério Público Federal enviou hoje (23/12) ofício ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) solicitando informações sobre o financiamento ao projeto da hidrelétrica de Belo Monte. O documento tem 17 questionamentos ao Banco, começando pelo empréstimo-ponte de R$ 1,087 bilhão anunciado ontem.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Investir em Belo Monte pode resultar em prejuízo, diz relatório
Além de causar danos à floresta amazônica e sofrer forte resistência de povos indígenas, a usina hidrelétrica de Belo Monte também poderá ser um péssimo negócio para investidores, instituições financeiras e parceiros, de acordo com o relatório "Análise de Riscos para Investidores no Complexo Hidrelétrico Belo Monte", lançado hoje (23) pelas organizações Amigos da Terra - Amazônia Brasileira e International Rivers.
Produção de madeira cai pela metade na Amazônia
Itabela, sul da Bahia, paisagem de Mata Atlântica. Caminhões carregados com eucalipto para construção civil estão prontos para iniciar o percurso até o destino final, o Pará. "A procura por parte desse mercado é crescente", atesta Ricardo Covre, proprietário da Fazenda Sempre Viva. Sinal de novos tempos para a Amazônia, principal fonte da madeira vendida no país?
BNDES libera R$ 1 bi para Belo Monte
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou ontem (21) o primeiro financiamento público oficial para a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). O valor do empréstimo é de R$ 1,087 bilhão, na modalidade de crédito de curto prazo.
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