Panorama Político
Entidades ambientalistas que atuam no país veem três riscos para as metas brasileiras de redução das emissões de gases estufa, mais especificamente quanto à redução do desmatamento: a tentativa de mudança do Código Florestal em curso no Congresso; obras do PAC sem salvaguardas ambientais, como o asfaltamento de rodovias na região amazônica; e o aumento da demanda por grãos e carne pela China, o que aumenta a pressão sobre áreas da floresta.
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domingo, 23 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
De volta ao futuro
Artigo
Por Tasso Azevedo
O que eu desejo para 2011 é poder comemorar o primeiro ano desta coluna, em dezembro, publicando o seguinte artigo:
"O ano de 2011 foi um ano de grandes avanços para a agenda da sustentabilidade no Brasil e no mundo.
O acordo histórico da COP 17 realizada em Durban, África do Sul, com compromisso de iniciar a redução de emissões globais de gases de efeito estufa antes de 2020 traz nova esperança para o enfrentamento das mudanças climáticas. A fixação de metas de redução de emissões, em relação a 1990, para os países desenvolvidos, e o compromisso mensurável de desaceleração das emissões dos países emergentes, prometem acelerar um novo acordo global para o clima, nos próximos anos, com vistas à meta de redução de 80% das emissões até 2050 também acordada em Durban.
Por Tasso Azevedo
O que eu desejo para 2011 é poder comemorar o primeiro ano desta coluna, em dezembro, publicando o seguinte artigo:
"O ano de 2011 foi um ano de grandes avanços para a agenda da sustentabilidade no Brasil e no mundo.
O acordo histórico da COP 17 realizada em Durban, África do Sul, com compromisso de iniciar a redução de emissões globais de gases de efeito estufa antes de 2020 traz nova esperança para o enfrentamento das mudanças climáticas. A fixação de metas de redução de emissões, em relação a 1990, para os países desenvolvidos, e o compromisso mensurável de desaceleração das emissões dos países emergentes, prometem acelerar um novo acordo global para o clima, nos próximos anos, com vistas à meta de redução de 80% das emissões até 2050 também acordada em Durban.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Sete aves brasileiras entre as mais ameaçadas
Esforços do governo em áreas devastadas seriam 'inadequados'
O Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA (FWS, na sigla em inglês) incluirá sete pássaros sul-americanos em sua lista de animais em risco de extinção. As espécies são encontradas quase exclusivamente na Mata Atlântica e no Cerrado. Embora o governo brasileiro tenha anunciado medidas de proteção para esses biomas nos últimos anos, o órgão americano considera que os esforços, até agora, são "inadequados".
O Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA (FWS, na sigla em inglês) incluirá sete pássaros sul-americanos em sua lista de animais em risco de extinção. As espécies são encontradas quase exclusivamente na Mata Atlântica e no Cerrado. Embora o governo brasileiro tenha anunciado medidas de proteção para esses biomas nos últimos anos, o órgão americano considera que os esforços, até agora, são "inadequados".
domingo, 26 de dezembro de 2010
Vermelho e verde
Artigo
Por Míriam Leitão
O governo Dilma deve evitar o erro de considerar que a queda do desmatamento nos últimos anos torna o assunto resolvido. Como se sabe, a área ambiental nunca foi o forte da presidente. Mesmo com a queda na taxa anual de perda de florestas, os riscos continuam e ficam cada vez mais complexos. Algumas obras do PAC são indutoras de desmatamento, por isso o problema pode voltar a crescer.
Por Míriam Leitão
O governo Dilma deve evitar o erro de considerar que a queda do desmatamento nos últimos anos torna o assunto resolvido. Como se sabe, a área ambiental nunca foi o forte da presidente. Mesmo com a queda na taxa anual de perda de florestas, os riscos continuam e ficam cada vez mais complexos. Algumas obras do PAC são indutoras de desmatamento, por isso o problema pode voltar a crescer.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
EUA e China se uniram para sabotar conferência do clima
Documentos mostram que americanos estavam dispostos a entender a resistência de Pequim às pressões europeias para cortar emissão de gases
Uma visita do poderoso senador John Kerry, chefe da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, à China em maio de 2009 poderia explicar o fiasco da Conferência do Clima das Nações Unidas em Copenhague (COP-15) no ano passado. Segundo um telegrama da embaixada americana em Pequim, a visita teve como objetivo traçar "uma nova base de cooperação majoritária entre China e Estados Unidos na questão das mudanças climáticas". O recado de Washington era claro: os americanos poderiam entender "a resistência da China em aceitar os compromissos obrigatórios" da conferência.
Uma visita do poderoso senador John Kerry, chefe da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, à China em maio de 2009 poderia explicar o fiasco da Conferência do Clima das Nações Unidas em Copenhague (COP-15) no ano passado. Segundo um telegrama da embaixada americana em Pequim, a visita teve como objetivo traçar "uma nova base de cooperação majoritária entre China e Estados Unidos na questão das mudanças climáticas". O recado de Washington era claro: os americanos poderiam entender "a resistência da China em aceitar os compromissos obrigatórios" da conferência.
Brasil era visto como figura-chave na conferência
Telegramas mostram mudança da posição do país e discordância entre ministérios
Cristina Azevedo
Às vésperas da Convenção da ONU para o Clima, em Copenhague, os Estados Unidos viam o Brasil com um papel central na discussão sobre o assunto, não apenas por abrigar 70% da Floresta Amazônica, como porque poderia influenciar outros países como China e Índia, revelam documentos vazados pelo site WikiLeaks aos quais O GLOBO teve acesso. Os 26 despachos da embaixada americana em Brasília ao Departamento de Estado cobrem o período de 20 de outubro de 2008 a 10 de fevereiro deste ano e mostram como a posição brasileira mudou na visão dos EUA, "de um obstáculo a uma boa conclusão da COP-15", para uma posição que não fosse negativa, tornando-se mesmo positiva em questões-chave.
Cristina Azevedo
Às vésperas da Convenção da ONU para o Clima, em Copenhague, os Estados Unidos viam o Brasil com um papel central na discussão sobre o assunto, não apenas por abrigar 70% da Floresta Amazônica, como porque poderia influenciar outros países como China e Índia, revelam documentos vazados pelo site WikiLeaks aos quais O GLOBO teve acesso. Os 26 despachos da embaixada americana em Brasília ao Departamento de Estado cobrem o período de 20 de outubro de 2008 a 10 de fevereiro deste ano e mostram como a posição brasileira mudou na visão dos EUA, "de um obstáculo a uma boa conclusão da COP-15", para uma posição que não fosse negativa, tornando-se mesmo positiva em questões-chave.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Banco alemão financiará energia limpa
KFW fará acordo com BNDES para investir 52 milhões em hidrelétricas
Liana Melo*
CANCÚN, México. O Banco alemão de desenvolvimento KFW deve anunciar nas próximas semanas um acordo com o BNDES de 52 milhões para financiar projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com capacidade para produzir até 20 megawatts (MW) de energia. A instituição alemã também está finalizando um acordo de eficiência energética com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), no valor total de 120 milhões, que será anunciado no começo de 2011.
Liana Melo*
CANCÚN, México. O Banco alemão de desenvolvimento KFW deve anunciar nas próximas semanas um acordo com o BNDES de 52 milhões para financiar projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com capacidade para produzir até 20 megawatts (MW) de energia. A instituição alemã também está finalizando um acordo de eficiência energética com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), no valor total de 120 milhões, que será anunciado no começo de 2011.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
O clima, de mal a pior
Brasil se destaca num mundo imóvel contra o CO2
RIO e CANCÚN
O Brasil foi o país mais bem avaliado no índice de performance sobre o combate às mudanças climáticas, divulgado ontem em Cancún pelas redes Climate Action Network e Germanwatch. O bom desempenho, porém, não foi considerado suficiente as três primeiras posições ficaram vagas, já que nenhuma nação avaliada tem feito o suficiente para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa. O país deve o bom resultado, em parte, ao vácuo deixado por outros grandes emissores, sem políticas efetivas para cortar CO2.
RIO e CANCÚN
O Brasil foi o país mais bem avaliado no índice de performance sobre o combate às mudanças climáticas, divulgado ontem em Cancún pelas redes Climate Action Network e Germanwatch. O bom desempenho, porém, não foi considerado suficiente as três primeiras posições ficaram vagas, já que nenhuma nação avaliada tem feito o suficiente para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa. O país deve o bom resultado, em parte, ao vácuo deixado por outros grandes emissores, sem políticas efetivas para cortar CO2.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Desmatamento na Amazônia cai 13,6%
Índice registrado é o melhor desde 1988; resultado era previsto para 2015
Gustavo Miranda
Chico de Gois e Catarina Alencastro
BRASÍLIA e CANCÚN. O governo anunciou ontem que o desmatamento na Amazônia Legal caiu 13,6% no período 2009/2010, comparado com 2008/2009. Foi a maior redução desde 1988, quando o monitoramento começou a ser feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os estados que mais desmataram foram Pará e Mato Grosso. No total, o corte da floresta atingiu 6.451 quilômetros quadrados. O resultado é uma estimativa feita a partir da análise de 93 fotos de satélite e tem margem de erro de 10%.
Gustavo Miranda
Chico de Gois e Catarina Alencastro
BRASÍLIA e CANCÚN. O governo anunciou ontem que o desmatamento na Amazônia Legal caiu 13,6% no período 2009/2010, comparado com 2008/2009. Foi a maior redução desde 1988, quando o monitoramento começou a ser feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os estados que mais desmataram foram Pará e Mato Grosso. No total, o corte da floresta atingiu 6.451 quilômetros quadrados. O resultado é uma estimativa feita a partir da análise de 93 fotos de satélite e tem margem de erro de 10%.
domingo, 28 de novembro de 2010
A Amazônia sob nova direção do setor privado
Leilão de florestas deslancha sem alarde e gera royalties de R$6 milhões ao governo pelos próximos 40 anos
Liana Melo
Tudo na Floresta Amazônica tem proporções superlativas. Do seu tamanho, 400 milhões de hectares espalhados por nove estados, a seu modelo de ocupação, marcado por desmatamento, extração predatória e problemas fundiários. Como a ilegalidade tomou conta da cadeia produtiva da madeira na região, o produto que sai da floresta contribui com 8% do Produto Interno Bruto (PIB), mas engorda em mais de 50% as estatísticas oficiais de emissões de gases de efeito estufa. Colocar em ordem esta enorme e secular desordem é a tentativa do governo ao começar a leiloar a floresta à iniciativa privada.
Liana Melo
Tudo na Floresta Amazônica tem proporções superlativas. Do seu tamanho, 400 milhões de hectares espalhados por nove estados, a seu modelo de ocupação, marcado por desmatamento, extração predatória e problemas fundiários. Como a ilegalidade tomou conta da cadeia produtiva da madeira na região, o produto que sai da floresta contribui com 8% do Produto Interno Bruto (PIB), mas engorda em mais de 50% as estatísticas oficiais de emissões de gases de efeito estufa. Colocar em ordem esta enorme e secular desordem é a tentativa do governo ao começar a leiloar a floresta à iniciativa privada.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Emissões de CO2 voltam a crescer
Índice caiu com recessão mundial, mas deve atingir pico histórico este ano
Steve Connor
Do Independent
As emissões antrópicas de gás carbônico para a atmosfera estão crescendo novamente, após uma queda menor do que a esperada em 2009, atribuída à recessão econômica mundial. A previsão dos cientistas é de que a liberação de CO2 causada por queima de carvão, petróleo e gás atingirá seu pico histórico este ano.
Steve Connor
Do Independent
As emissões antrópicas de gás carbônico para a atmosfera estão crescendo novamente, após uma queda menor do que a esperada em 2009, atribuída à recessão econômica mundial. A previsão dos cientistas é de que a liberação de CO2 causada por queima de carvão, petróleo e gás atingirá seu pico histórico este ano.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Acre cria lei para que moradores recebam pela conservação da floresta
SÃO PAULO - O Acre agora tem uma lei para viabilizar que a população seja beneficiada financeiramente com a conservação da floresta. Ela cria o Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais, que permitirá que investidores estrangeiros paguem ao estado para compensar emissões de carbono feitas em seus países de origem. O Acre tem 88% de sua superfície coberta por floresta.
Clima: o Brasil deve fazer mais
Artigo por Antonio Hill
Até o momento, o poder e a voz do Brasil nas questões de negociações sobre o clima estiveram notadamente ausentes. Ainda que participe ativamente dos debates internos das Nações Unidas, o comprometimento do país com um nível político mais amplo tem sido limitado. No entanto, um dos dados mais surpreendentes de uma pesquisa de opinião realizada globalmente este ano foi o de que os brasileiros são os que mais estão convencidos da magnitude dos problemas relacionados ao clima. Por que, então, o Brasil não está fazendo mais por um acordo internacional abrangente e justo? E o que mais ele poderia fazer para que as negociações avancem na próxima conferência climática da ONU, COP - 16, em Cancún, México, no fim deste mês? Ainda que saibamos que nenhum país sozinho move moinhos, especialmente em negociações tão complexas como as do clima, uma nação com estaturas político e econômica consideráveis no cenário mundial, como as do Brasil, pode e deve fazer mais.
Até o momento, o poder e a voz do Brasil nas questões de negociações sobre o clima estiveram notadamente ausentes. Ainda que participe ativamente dos debates internos das Nações Unidas, o comprometimento do país com um nível político mais amplo tem sido limitado. No entanto, um dos dados mais surpreendentes de uma pesquisa de opinião realizada globalmente este ano foi o de que os brasileiros são os que mais estão convencidos da magnitude dos problemas relacionados ao clima. Por que, então, o Brasil não está fazendo mais por um acordo internacional abrangente e justo? E o que mais ele poderia fazer para que as negociações avancem na próxima conferência climática da ONU, COP - 16, em Cancún, México, no fim deste mês? Ainda que saibamos que nenhum país sozinho move moinhos, especialmente em negociações tão complexas como as do clima, uma nação com estaturas político e econômica consideráveis no cenário mundial, como as do Brasil, pode e deve fazer mais.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
REDD pode sair do forno em Cancún
Após Nagoia, pressão aumenta sobre acordo do clima em Cancún
Duas semanas sem comer, correria, unhas roídas e olho na contagem regressiva.
É preciso chegar a um acordo, com unanimidade de votos. Foi assim a rotina dos delegados mundiais na Convenção sobre Diversidade Biológica, fechada com acordo inédito mês passado, no Japão. E será assim daqui a duas semanas, na COP-16, Conferência Mundial do Clima, em Cancún, no México. Uma trouxe mudanças que irão afetar a vida de países e empresas que utilizam recursos genéticos de outras nações, como explicou a consultora do Centro Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) Daniela Lerda. A outra vai começar sem grandes expectativas, mas pode surpreender. Segundo o chefe do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlos Nobre, o provável é que ao menos o mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) ganhe alguma regulação. Ele já estaria prontinho para sair do forno.
Duas semanas sem comer, correria, unhas roídas e olho na contagem regressiva.
É preciso chegar a um acordo, com unanimidade de votos. Foi assim a rotina dos delegados mundiais na Convenção sobre Diversidade Biológica, fechada com acordo inédito mês passado, no Japão. E será assim daqui a duas semanas, na COP-16, Conferência Mundial do Clima, em Cancún, no México. Uma trouxe mudanças que irão afetar a vida de países e empresas que utilizam recursos genéticos de outras nações, como explicou a consultora do Centro Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) Daniela Lerda. A outra vai começar sem grandes expectativas, mas pode surpreender. Segundo o chefe do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlos Nobre, o provável é que ao menos o mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) ganhe alguma regulação. Ele já estaria prontinho para sair do forno.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Governo faz alternativa a texto de Aldo
Em vez de anistiar desmatadores, ministério prevê suspensão temporária de multas
Catarina Alencastro
BRASÍLIA. Para enfrentar o projeto de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que faz mudanças no Código Florestal, o Ministério do Meio Ambiente preparou texto alternativo que tenta minar uma das mais polêmicas propostas do parlamentar: anistia de multas aos desmatadores.
Catarina Alencastro
BRASÍLIA. Para enfrentar o projeto de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que faz mudanças no Código Florestal, o Ministério do Meio Ambiente preparou texto alternativo que tenta minar uma das mais polêmicas propostas do parlamentar: anistia de multas aos desmatadores.
domingo, 7 de novembro de 2010
Biopirataria, uma ameaça aos recursos naturais
Grupo de inteligência que reúne Ibama e Advocacia Geral da União começa ofensiva contra extração ilegal de material genético
Roberto Maltchik
BRASÍLIA. Um grupo de inteligência, constituído há quatro meses por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e técnicos da Advocacia Geral da União (AGU), constatou a extração ilegal de informações genéticas da flora brasileira para fins comerciais, a chamada biopirataria.
Roberto Maltchik
BRASÍLIA. Um grupo de inteligência, constituído há quatro meses por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e técnicos da Advocacia Geral da União (AGU), constatou a extração ilegal de informações genéticas da flora brasileira para fins comerciais, a chamada biopirataria.
domingo, 31 de outubro de 2010
Projeto quer industrializar mineração na Amazônia
Estudo do governo prevê beneficiar produtos localmente
Catarina Alencastro
BRASÍLIA. A concentração da exploração de minérios nas mãos de grandes empresas, como a Vale e a MMX, de Eike Batista, é um dos problemas identificados pelo governo, ao redigir o anteprojeto que cria o Código de Mineração. Segundo o Macrozoneamento EcológicoEconômico da Amazônia, ao qual O GLOBO teve acesso, o efeito dessa concentração é que a riqueza produzida não fica na região de onde o minério é extraído.
Catarina Alencastro
BRASÍLIA. A concentração da exploração de minérios nas mãos de grandes empresas, como a Vale e a MMX, de Eike Batista, é um dos problemas identificados pelo governo, ao redigir o anteprojeto que cria o Código de Mineração. Segundo o Macrozoneamento EcológicoEconômico da Amazônia, ao qual O GLOBO teve acesso, o efeito dessa concentração é que a riqueza produzida não fica na região de onde o minério é extraído.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Conexão entre clima e biodiversidade
Artigo por:
IZABELLA TEIXEIRA e CAROLINE SPELMAN
Ecossistemas saudáveis e um clima estável são críticos para o bem-estar e o desenvolvimento humano, mas ambos estão severamente ameaçados.
Ao passo que florestas, savanas e campos foram convertidos em cidades e fazendas, que rios foram represados para irrigar campos, e que novas tecnologias forneceram energia para produzir e consumir coisas que gerações anteriores mal podiam ter imaginado, melhoramos a vida de bilhões de pessoas. No entanto, essas mudanças recentes nos sistemas naturais custaram muito aos complexos sistemas de apoio à vida no nosso frágil mundo.
IZABELLA TEIXEIRA e CAROLINE SPELMAN
Ecossistemas saudáveis e um clima estável são críticos para o bem-estar e o desenvolvimento humano, mas ambos estão severamente ameaçados.
Ao passo que florestas, savanas e campos foram convertidos em cidades e fazendas, que rios foram represados para irrigar campos, e que novas tecnologias forneceram energia para produzir e consumir coisas que gerações anteriores mal podiam ter imaginado, melhoramos a vida de bilhões de pessoas. No entanto, essas mudanças recentes nos sistemas naturais custaram muito aos complexos sistemas de apoio à vida no nosso frágil mundo.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Paraíso ameaçado por secas e espécies invasoras
A biodiversidade do Pantanal está ligada à forma de bacia do bioma. A água desce lentamente a planície, que baixa até 12 centímetros por quilômetro, do leste ao oeste; ou três centímetros por quilômetro, de norte a sul. Neste ritmo, ela demora até seis meses para atravessar os 140 mil quilômetros quadrados do bioma. A viagem lenta garante a permanente existência de alguma região inundada, inviabilizando a agricultura e, em boa parte, a construção de estradas. Graças a esse obstáculo natural, o conjunto de diferentes ecossistemas está preservado. Cerca de 85% da vegetação nativa estão de pé.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Governo prevê limitar agropecuária na Amazônia
Decreto restringe atividade ao sul da floresta e deve sair após 2o- turno; ministério cede, porém, sobre BR-319
Catarina Alencastro
BRASÍLIA. A agenda verde, que ganhou espaço nesta segunda fase da disputa eleitoral com os dois candidatos à Presidência tentando conquistar os votos dos eleitores de Marina Silva (PV), cresce em importância também no governo. Um documento que contou com a participação de 14 ministérios traça um plano para controlar a expansão da fronteira agropecuária na Amazônia, principal causa do desmatamento. Depois do segundo turno, deve ser editado um decreto definindo o macrozoneamento EcológicoEconômico da Amazônia Legal, que foi dividida em dez áreas estratégicas com um plano para cada uma. As atividades que essas áreas poderão explorar - agropecuária, mineração, turismo, entre outras - estão definidas no documento.
Catarina Alencastro
BRASÍLIA. A agenda verde, que ganhou espaço nesta segunda fase da disputa eleitoral com os dois candidatos à Presidência tentando conquistar os votos dos eleitores de Marina Silva (PV), cresce em importância também no governo. Um documento que contou com a participação de 14 ministérios traça um plano para controlar a expansão da fronteira agropecuária na Amazônia, principal causa do desmatamento. Depois do segundo turno, deve ser editado um decreto definindo o macrozoneamento EcológicoEconômico da Amazônia Legal, que foi dividida em dez áreas estratégicas com um plano para cada uma. As atividades que essas áreas poderão explorar - agropecuária, mineração, turismo, entre outras - estão definidas no documento.
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